Durante o Congresso Brasileiro muitas coisas boas aconteceram….boas discussões, ótimas apresentações de trabalhos, algumas sementes plantadas e alguns “papos de boteco” nos almoços, happy hours e afins.
Um dos comentários mais tristes que ouvi de uma das congressistas (e turismóloga!) que uma pessoa analfabeta (segundo ela, que mal escreve o nome!) poderia ter o repertório cultural apresentado. Esse analfabeto é um anônimo-conhecido morador de rua de Beo Horizonte, que fala sobre política, que conhece as “histórias” dos livros, que ensina jogos de raciocinio lógico aos tão “cultos” que se sentam nas mesas dos bares.
O que mais me impressiona é perceber que alguns turismólogos ainda não possuem o conceito de cultura. Associam cultura ao saber ler e escrever. Cultura é mais do isso!!! Poderia citar aqui bons autores que falam sobre cultura mas o intuito aqui é deixar apenas o lado “reverso” da situação. Bom exemplo está na praça roosevelt, na cidade de São Paulo, onde podemos quebrar paradigmas e aprender a conviver com a diversidade, como bem se colocou no congresso em BH.
A Praça Roosevelt é um espaço urbano que, até pouco tempo atrás, estava jogado às traças. Graças a Lei Rouanet e também a iniciativa de alguns empresários das artes e cultura, o espaço está sendo revitalizado. Encontramos espaços culturais como Parlapatões, Satyros, e também muitos anônimos-conhecidos moradores de rua. Alguns já foram costureiros famosos, artistas, enfim, cada qual com sua história de vida que também ajudam a compor esse diversificado espaço cultural de São Paulo.
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